Programa: parte I



Os valentões do bar (1979)

Didi é garçom do "Didi's Bar" e quando está reclamando uns clientes que só conversam ao invés de consumir, eis que aparece um valentão e filho da Dona Candinha batendo em um homem e destruindo todo o bar. O irmão do homem que apanhou vai tirar satisfação e a confusão recomeça até que se ouvem tiros e todos saem correndo. Quem atirou foi nada mais nada menos que o ator Jece Valadão que pergunta a Didi se há algum valente. Didi responde que não há e destrói o seu próprio bar.


Assista abaixo ao vídeo deste quadro

Curiosidades:
- Durante todo o quadro aparece um cartaz do filme Eu matei Lúcio Flávio (1979) pregado na parede. Jece Valadão (1930-2006) foi o protogonista deste filme interpretando o policial Mariel Mariscot de Matos.

- É possível ver que o ator Carlos Kurt cortou o pé esquerdo. Nos locais onde pisa ele deixa uma poça de sangue. No entanto, o ator seguiu com a atuação. No take seguinte com certeza foi feito algum curativo.

- O ator que interpreta o valentão de camisa laranja é o gaúcho Ângelo Antônio Guerra Povoa (1939-1983), mais conhecido por Ângelo Antônio.

- Participação especial do ator Roberto Lee interpretando o irmão do valentão de camisa laranja.

- Participação especial do ator Ted Boy Marino.

Concurso de calouros (1979)

Este Concurso de Calouros é apresentado por Dedé. Possui vários patrocinadores, entre eles o purgante Brandão e o sabonete Trinado (A cômica música deste patrocinador dizia: "Trinado, Trinado, o sabonete da mulher e da família/ Trinado, Trinado, o sabonete da mulher...e do criado" - havia a expectativa de que o apresentador dissesse veado).

O grupo musical do programa era o Dois Blacks e um White que chegou a tocar a música de abertura dos Trapalhões. O concurso foi apresentado em dois momentos.

Primeiro momento: O primeiro candidato é Antonio Carlos Bernardes Gomes (É o nome completo de Mussum, cujo apelido aqui nem é esse e sim o "Empalhadinho da Mangueira") que canta, em primeiro lugar, a música "Cala a boca". Na verdade, tratava-se de uma versão da música "Cabocla", composta em 1936 por Leonel Azevedo e J. Cascata e famosa na interpretação de Nelson Gonçalves.A segunda música que canta é "Sou filho de piloto" que, segundo ele, para ser cantada necessitaria da bateria completa da Mangueira.

 

Primeiro momento: O último candidato desta parte é Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbo, vindo do Ceará. Canta duas músicas. A primeira é a canção "Tô morrendo de vexado de andar de teco-teco" que, segundo ele, é do cantor cearense Belchior (Na realidade, a música original é "Medo de avião", de 1979, composta pelo mesmo Belchior). 

Um dos melhores momentos é a segunda música denominada de "O pastoril do velho Faceta". Canta junto com sua filha Geni, interpretada por Zacarias (Segundo Didi, o cantor Chico Buarque de Hollanda fez a canção "Geni e Zepelim", de 1978, em homenagem a ela). A canção iniciava da seguinte forma:

Geni: Ô pai eu quero me casar.

Didi: Pos' minha fia ocê diga cum quem.

Geni: Eu quero me casar com o motorista.

Didi: Cum o motorista ocê num casa bem.

Geni: Porque papai?

Didi: O motorista aperta muito a buzina e "adepois" vai apertá a sua tumén.

[...]

E a música seguia com o pai proibindo a filha de se casar com o economista (Porque ele mexe muito na poupança), com o leiteiro (Porque ele tira o leite das vacas e poderia desmamar sua filha também), com Marlon Brando (Porque o ator americano havia feito sexo passando manteiga na atriz francesa Maria Schneider no filme "O último tango em Paris " - 1972) e com Chico Cuoco (Porque ele apertava muito a Paloma, personagem de Dina Sfat na novela "Os gigantes ", de 1979, exibida pela Globo). No final, ele permite a filha se casar com o Ney Matogrosso, porque, segundo ele, o cantor vira homem e lobisomem, mas quando é homem não mete medo em ninguém.

Segundo momento: Um dos primeiros candidatos desta edição é o "Empalhadinho da Mangueira" (Mussum) quem antes de cantar fala do Funcha (Um bar que os clientes tomam três e pagam uma) e da sua "álvore ginecológica" que é de artista. Menciona também que seu tio Antenor era tenor de ópera só por causa do nome e que esse mesmo tio era travesti porque cantava de tudo: ópera, operete, operária e todo tipo que passasse. A música que canta no concurso é um samba romântico. Porém, não tinha nada disso. Em primeiro lugar, o nome da canção era "Samba do Posto".

Segundo momento: O outro candidato desta edição é o Seu Jandainha (Renato Aragão), vindo do Ceará . Depois de falar muito na sua bonita mulher Raimunda, que possui só quatro dentes na boca (Dois na parte de cima e outros dois na parte de baixo), ele canta a música "Cunhé, cunhé, cunhé" cuja autoria é do seu cumpade Corumba (Trata-se, na realidade, da adaptação da canção "O último pau-de-arara" famosa na voz de Luiz Gonzaga e de autoria de Corumba e mais dois compositores: Venâncio e J. Guimarães). Na verdade, a expressão "Cunhé, cunhé, cunhé" só aparece no final depois que o apresentador questiona a inexistência da mesma durante toda a música.

Trapa News (1988)

O Trapa News era um jornal onde o quarteto parodiava os principais apresentadores de telejornais da Globo.

# Cid Moringueira (Dedé): Cid Moreira;

# Lilian Witifígado (Zacarias): Lilian Witte Fibe;

# Leila Ovelha Negra (Mussum): Leila Cordeiro;

# Sérgio Chapelão (Didi): Sérgio Chapelin.



Os "apresentadores" mostravam os principais acontecimentos do Brasil e do mundo de uma forma cômica e irreverente.

   

Cid Moringueira (Dedé), Lilian Witifígado (Zacarias), Leila Ovelha Negra (Mussum) e Sérgio Chapelão (Didi)


Assista abaixo ao vídeo deste quadro

Curiosidades:

- Geralmente, a voz do locutor que dizia, no início, o nome dos apresentadores do Trapa News era do ator e dublador Isaac Bardavid, famoso pela dublagem dos personagens Esqueleto (Em "He-Man") e Wolverine (Filmes com o ator Hugh Jackman). No vídeo apresentado aqui aparece a voz de outro locutor desconhecido.

- Este quadro foi gravado em 1988, pois mencionam Maílson da Nóbrega, ex-ministro do Governo Sarney de 1988 a 1990. Outra evidência que comprova o ano são as discussões parlamentares na Constituinte (1987-1988) sobre se o presidente Sarney ficaria quatro ou cinco anos no cargo. Em 1º abril de 1988 o Congresso decidiu pelo mandato de cinco anos.

Didi prepara um bolo (Anos 1980)

Didi está preparando um bolo ouvindo as instruções de uma pessoa que ensina a preparar a iguaria pelo rádio. Entretanto, confunde tudo: o narrador solicita que ponha 1 colher e meia e Didi põe uma colher de verdade e sua meia do pé na vasilha do bolo; se o narrador diz para bater na massa, Didi pega seu cinturão e começa a bater nela; se pede para colocar pó de canela, Didi pega um aparelho de barbear e raspa a "canela" da perna.

No final, o narrador diz para colocar tudo no forno e Didi põe a massa do bolo e também as cadeiras, os frascos de sal e açúcar, entre outras coisas. Durante todo o tempo, Dedé, Mussum e Zacarias observavam o preparo. Porém, para a surpresa deles, Didi retira do forno um bolo magnifíco. E detalhe: o bolo já saiu de lá confeitado e com velas!


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Curiosidade: Coincidência ou não, um esquete de 1971 do programa Os Supergênios da Mesa Quadrada - embrião do que viriam a ser os famosos seriados Chaves e Chapolin, exibidos pelo SBT desde 1984 - traz um final idêntico a este quadro dos Trapalhões.

O bar que não pendura conta (1980)

Dois malandros (Tião Macalé e Mussum) estão bebendo e cantando. Didi, o novo garçom do bar, avisa que eles devem pagar primeiro as cervejas que beberam antes de pedir mais. Entretanto, os malandros anunciam que não vão pagar e pedem que o novo garçom pendure a conta. Didi lhes avisa que o bar não pendura mais conta, pois desde o dia que o assumiu as coisas nele funcionam de acordo com um provérbio escrito na parede.

Didi chama um policial e explica o significado do provérbio aos dois clientes: O "PEÓ" NÃO É "OCÊ" BEBER, É FICAR DEVENDO. NÓS CHAMA CANA. E o policial prende os dois malandros.


Assista abaixo ao vídeo deste quadro

Curiosidades:

- Este quadro ficou famoso na internet com o nome de Mussum armando uma pindureta. Optou-se por colocar outro nome aqui uma vez que não só Mussum, mas Tião Macalé também quer pendurar a conta.

- A música que Mussum canta no início do quadro se chama Lá no Morro. Foi composta por Almir Guineto (ex-integrante dos grupos Originais do Samba - do qual Mussum fazia parte também - e Fundo de Quintal - este último ajudou a fundar nos anos 80) e por sua mãe, Nair de Souza, conhecida como Dona Fia.

- Já a música estrangeira que Tião Macalé canta é Jenny, Jenny de Little Richard.

- Tião Macalé diz a Didi que ele e Mussum são parentes do Kunta Kinté. Trata-se de um personagem da minissérie americana Raízes (Roots, no original em inglês, exibida pela rede de televisão ABC em 1977 e no Brasil pela TV Globo e pelo SBT) cujo tema central era a escravidão negra nos Estados Unidos.

Didi vende ovos (1978)

Didi é um vendedor de ovos que está passando o ferro em suas calças quando em um determinado momento elas caem. Mussum, que estava passando pela rua, as leva embora. Didi fica, então, impossibilitado de descer do 1° andar da casa para deixar os ovos aos clientes. Resolve, então, entregá-los pela janela.

Dedé aparece pedindo uma dúzia de ovos e termina levando mesmo é uma ovada. Dedé solicita um ressarcimento. Porém, Didi não aceita alegando que ele agiu como idiota ao não ver o ovo. A confusão começa e os dois atiram ovos um no outro.

Em outro momento, aparece um casal que recebe um banho de Didi. O senhor decide resolver a situação nos tapas e sobe o 2° andar atrás dele. Mas é inútil, pois Didi sempre desce quando ele sobe e vice-versa. Porém, o senhor descobre e bate em Didi que sai da casa com um nova placa: VENDE-SE OVOS MEXIDOS, dando a entender que os ovos foram todos quebrados durante a briga.


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Curiosidades:

- Participação especial do ator Carlos Kurt.

- Desconheço o nome da atriz que aparece neste quadro.

Pratos bentos (1980)

A esposa de Didi desconfia que ele está enganando-a e resolve colocá-lo à prova através de uns pratos bentos - presente da mãe dela. Conta-se uma mentira e um prato cai.

Didi conta as razões de sua ausência no escritório e em todas elas os pratos caem. Sua esposa não aguenta mais ouvir as mentiras e resolve sair, dizendo que vai ao dentista. Neste momento, todos os seis pratos que restavam na parede caem revelando que ela também estava enganando Didi.


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Curiosidades:

- A esposa de Didi foi interpretada pela atriz Norma Blum.

- O terremoto no Ceará, mencionado por Didi no quadro, realmente aconteceu. Em novembro de 1980, um abalo sísmico foi sentido em Fortaleza fazendo prédios balançarem. O epicentro foi em Pacajus, na Região Metropolitana da capital cearense, atingindo 5,2 graus na escala Richter.



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