Os Vagabundos Trapalhões

 

OS VAGABUNDOS TRAPALHÕES (1982)

   

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum" e Mauro Gonçalves "Zacarias".

 

   

Atuações especiais: Denise Dummont (Como a professora Juliana), Edson Celulari (Como Carlos), Carlos Kurt (Como o Guarda Florestal) e Louisse Cardoso (Como Loló).

 

Participações especiais: Fábio Vila Verde (Como Pedrinho) e Isabela Bicalho (Como Vivi).

Sinopse: Bonga e seus amigos acolhem crianças abandonadas em uma gruta e as ajudam a encontrar um lar e uma família. A tarefa não é fácil tendo em vista que é grande o número de menores abandonados no país.

Ficha técnica:

- Direção: J.B. Tanko.

- Produção: Renato Aragão Produções

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias", Louisse Cardoso, Denise Dummont, Edson Celulari, João Joedes, Claudionei Penedo, Fernando José, Carlos Kurt, Dea Peçanha. Apresentando as crianças: Isabela Bicalho, Duda Vila Verde, Edmilson Menezes e Fábio Vila Verde (Como Pedrinho). Participação especial: Rogério Froés, Thelma Reston e Gracinda Freire.

- Argumento: Renato Aragão

- Roteiro: Gilvan Pereira

- Cenografia: Yurika Yamasaki

- Som: Vitor Raposeiro

- Diretor assistente: Vitor Lustosa

- Música: Sivuca, Wando, Glorinha Gadelha e Renato Aragão

- Montagem: Manoel Oliveira

- Produtor executivo: Del

- Diretor de fotografia: Antonio Gonçalves

- Direção de produção: Paulo Aragão Neto

- Assistente de produção: Caique

- Duração: 78 min.

 

Público: 4 milhões e 632,4 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- Renato Aragão interpreta nesta produção seu personagem clássico: Bonga, inspirado em Carlitos, personagem de Charles Chaplin. Em 1969, Renato Aragão rodou o filme Bonga, o vagabundo sem a presença de seus três companheiros.

- Destaque especial para os atores Fábio Vila Verde, Isabela Bicalho e Denise Dummont. O consagrado ator Fábio Vila Verde aparece criança no filme, sendo que este é seu segundo trabalho profissional. O primeiro havia sido a telenovela Brilhante (1981, TV Globo). Isabela Bicalho também iniciou carreira de atriz cedo: aos 4 anos de idade! Assim como Fábio Vila Verde, este filme dos Trapalhões foi seu segundo trabalho profissional. Ficou muito conhecida por interpretar a personagem Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo em 1983. Já Denise Dummont foi um verdadeiro símbolo sexual do público masculino na década de 1980. Prova disso foi o fato de posar nua para a revista Playboy duas vezes: em agosto de 1980 e em janeiro de 1981. Estreou na telenovela O semideus (1973, TV Globo) e foi a protagonista-título da telenovela Marina (1980, TV Globo). Depois de 17 anos, voltou a atuar no seriado As cariocas (2010, TV Globo) no episódio A atormentada da Tijuca.

- No final do filme aparece o mapa do Brasil sem os estados do Tocantins e do Mato Grosso do Sul. O Tocantins só apareceria em 1988, desmembrado do estado de Goiás. Já o Mato Grosso do Sul surgiu em 1977 e é estranho não figurar neste mapa sendo que o filme é de 1982, cinco anos após ser desmembrado do estado do Mato Grosso.

- Uma das cenas do filme se passa em uma boate, uma clara influência deixada pela telenovela Dancin Days exibida entre os anos de 1978 e 1979 pela TV Globo.

- Os vagabundos Trapalhões foi o primeiro filme em que Edson Celulari atuou em sua carreira. O ator estreou na TV Globo em 1980. Dois anos antes havia estreado na televisão brasileira através da telenovela Salário mínimo da TV Tupi.

- As músicas do filme foram lançadas no LP Os vagabundos Trapalhões, de 1982.

- Uma das cenas mais emocionantes do filme é o reencontro entre Bonga (Renato Aragão) e seu filho Carlos (Edson Celulari). Os dois estavam há 10 anos sem se ver. Bonga não sabia também que Pedrinho (Fábio Vila Verde) era seu neto. Até então no filme não havia sido revelado o parentesco entre os três personagens e nem mesmo que Bonga era dono de uma inestimável fortuna.

- Por um olhar crítico, o filme tem um roteiro falho. Em primeiro lugar, a Fundação Bonga, criada com o dinheiro do resgate do menino Pedrinho por solicitação de Bonga a seu filho Carlos, é vista praticamente como um remédio milagroso e definitivo para a problemática das crianças abandonadas. Também pequenos roubos, malandragens e enganações são permitidas no filme como sobrevivência na dura realidade dos marginalizados (No caso os vagabundos Trapalhões e as crianças que eles acolhem). O roteiro também se torna ingênuo e platônico ao colocar que Bonga e Loló só se casarão quando não houver mais crianças nas ruas.

 


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