O Trapalhão na Ilha do Tesouro

O TRAPALHÃO NA ILHA TESOURO (1975)

 

Renato Aragão e Dedé Santana.

  

Atuações especiais: Mário Cardoso (como Carlos) e Eliane Martins (como Diana).

    

Atuações especiais: Eduardo de Albuquerque (como Pipo), Zeni Pereira (como Jurema), Germano Filho (como Evaristo) e Rafael de Carvalho (como o capitão).

  

Atuações especiais: Jotta Barroso (como Apolinário) e Edson Guimarães (como o pirata Long John Silver).

Sinopse: Zé Cação e Lula são pescadores e, em alto-mar, descobrem material ilícito em sacolas. São perseguidos por bandidos e ficam sabendo através do capitão que a Ilha das Cabras guarda um tesouro de piratas - e, segundo Carlos, possui mais produtos contrabandeados. Na ida até a ilha, a dupla enfrentará, junto com Carlos, Diana, Evaristo e o garoto Pipo, os obstáculos colocados pelos contrabandistas e pelo pirata Long John e seus marujos.

Ficha técnica:

- Direção: J. B. Tanko.

- Produção: J. B. Tanko Filmes.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Eliane Martins, Zeni Pereira (Cedida pela Espuma Indústria de Manaus), Mário Cardoso, Germano Filho, Rafael de Carvalho, Edson Guimarães, Jotta Barroso, Eduardo de Albuquerque, Celso Magno Hofacker Rossato (Baiaco), Amaury Guarilha, Índio Colombiano, Kim Negro, Tomah Mongol, Barba Negra, Maçaroca.

- Música: Edno Krieger.

- Tema amoroso: Gal Bellen.

- Argumento: Renato Aragão.

- Relações Públicas e Secretária de Produção: Susanne Kunkler.

- Publicidade: Clovis Ramon.

- Argumento e Roteiro: J. B. Tanko, Neyde Figueiredo e Victor Lustosa.

- Ideia: Victor Lima.

- Supervisão Geral: J. B. Tanko.

- Fotografia: Antônio Gonçalves e Almir Ribeiro.

- Desenho de produção: Selma Santos.

- Figurino: Shirley Dias.

- Montagem: Manuel Oliveira.

- Duração: 97 min.

Esta produção foi parcialmente financiada pela EMBRAFILME S.A.

 

Público: 3 milhões e 375,1 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).


Curiosidades:

- O filme é baseado no conto A ilha do tesouro, escrito pelo britânico Robert Louis Stevenson (1850-1894) no ano de 1883. O curioso do livro é que foi o primeiro a mencionar os famosos símbolos da pirataria: o mapa, o "X" como marca de tesouro enterrado e o pirata como detentor de um papagaio e de uma perna-de-pau.

- Renato Aragão interpreta neste filme o personagem Zé Cação e Dedé interpreta o personagem Lula.

- O ator Mário Cardoso é português. Nasceu na cidade de Lisboa no ano de 1950. Ficou famoso por seu papel na telenovela Escalada (TV Globo, 1975) interpretando o personagem Ricardo. Também atuou em mais outros três filmes dos Trapalhões (Sendo que Robin Hood, o Trapalhão da Floresta, de 1973, foi o seu primeiro filme com o grupo) e nas telenovelas Escrava Isaura (TV Globo, 1976) e Xica da Silva (Manchete, 1991).

- A atriz baiana Zeni Pereira foi a primeira a interpretar a personagem Tia Nastácia. O fato aconteceu na primeira versão para televisão de O Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1952, pela TV Tupi. Outro papel marcante de sua carreira foi a personagem Januária em Escrava Isaura (TV Globo, 1976). Faleceu em 2002 na cidade do Rio de Janeiro.

MERCHANDISINGS

- Nos créditos finais aparecem os agradecimentos aos que colaboraram com o filme tal como se vê abaixo:

"Agradecemos à coloboração de: Ilmo. Gal. Belletti, Castelo dos ventos uivantes, Ilmo Gal. Souza Aguiar, Vereador Ederto Barros, Genoval - Itacuruçá, Yacht Club - Itacuruçá, Adidas do Brasil S.A., Montesa - Montagens e Engenharia S.A., Casa Falchi S.A., 21 RA - Ilha de Jurubaíba".

Pelos agradecimentos acima é perceptível a visualização de merchandising no filme. Destes, aparecem o da Montesa - no início - e o da Adidas na camisa de Diana e nos sapatos onde estão escondidos partes do mapa.

Porém, alguns não listados nos agradecimentos aparecem com frequência:

# A famosíssima marca de refrigerantes Coca-Cola: um cartaz pregado na parede do bar de Jurema, além de várias caixas e garrafas - uma delas aparece no pedido de Carlos a Lula (Dedé Santana): "Me dá uma Coca-Cola";

# a marca de bebidas alcoólicas Ron Montilla, sendo que esta tem como símbolo um pirata;

# o chá Ypiranga - aparece também uma propaganda sua pregada na parede, e Diana toma um enquanto ouve Carlos, Zé Cação, Lula e seu pai Evaristo falarem sobre os piratas no veleiro;

# e a Dunorte: há várias latas da marca e um cartaz pregado na cozinha de Jurema (Zeni Pereira). A Industria e Comércio Dunorte era especializada em gordura de côco, um ingrediente essencial no prato de muitos cariocas. De propriedade do empresário José Basto Correia (o "Zequinha"), faliu na década de 1970 depois de dois eventos: a morte de Zequinha em 24 de setembro de 1968 e a entrada no Brasil de produtos estrangeiros à base de gordura sintética. Apesar do seu baixo custo e produção, as gorduras sintéticas são consideradas hoje um grande perigo à saúde (Boa parte delas são cancerígenas!). Existe atualmente uma empresa de mesmo nome, mas parece não ter qualquer relação com esta que é mais antiga ao contrário da mais nova que foi fundada em 1998.





Na imagem ao lado, de cima para baixo: Latas da DUNORTE na cozinha de Jurema (Zeni Pereira); Caixas com garrafas da COCA-COLA; e o logo da ADIDAS na camisa de Diana (Eliane Martins).

- A Ilha das Cabras - local onde está o tesouro - descrita no filme é, na realidade, a Ilha de Jurubaíba, local pertecente ao estado do Rio de Janeiro.

- Na cena em que encontra o mapa do tesouro e descobre que está escrito em inglês, Zé Cação menciona certa vez: "Então foi o inglês que escreveu errado. Tem que mandar o Mobral pra Inglaterra". O MOBRAL era a sigla para Movimento Brasileiro de Alfabetização. Foi criado durante a Ditadura Militar através da Lei nº 5.379, de 15 de dezembro de 1967, objetivando educar jovens e adultos bastando para isso que estes apenas adquirissem a leitura, a escrita e fizessem contas. Resultado: foi um fiasco e seu nome é conhecido até hoje pelos brasileiros como sinônimo de pessoa retardada e/ou analfabeta.

- Como é comum nos filmes dos Trapalhões, nas cenas com tiros dificilmente alguém é atingido. Mas neste filme o pessoal exagerou um bocado. Na cena no trilho do trem, os bandidos - alguns deles são chineses - disparam inúmeras vezes em Zé Cação, Lula e Carlos a uma distância mínima e não acertam um tiro sequer neles!

- Atuação especial do ator Jotta Barroso (1921-2006), famoso pelos teleteatros infantis (Adaptações da Branca de neve, Bela Adormecida, Cinderela, Pinóquio e Aladim) da antiga TV Itacolomi (Minas Gerais) na década de 1960 e por sua longa carreira artística no teatro carioca, nas rádios, na televisão (TV Tupi) e no cinema. Atuou em vários filmes os quais se destacam O enterro da cafetina (1971), Enigma para demônios (1975), As mulheres que dão certo (1976) e Gargalhada final (1979). Faleceu em 2006 em Visconde do Rio Branco (Minas Gerais), mesma cidade em que nasceu.

- Outra cena pra lá de absurda acontece quando Zé Cação (Renato Aragão) e Lula (Dedé Santana) passam de um lado a outro fazendo acrobacias em uma corda igual aos equilibristas de circo. Desnecessária cena, uma vez que era possível passar para outro lado subindo as escadas. Além disso, a distância da corda para o chão não é tão grande. Fora isso, quando é a vez de Zé Cação, os bandidos demoram uma eternidade para alcançá-lo.

E mais: Zé Cação se desequilibra e a câmera corta para uma planta com espinhos dando a entender que aquele é o maior perigo caso ele caia e não o óbvio que é ele se espatifar no chão!

Quem interpretou o garoto Pipo foi o ator Eduardo de Albuquerque. Difícil descobrir uma vez que seu nome não consta nos créditos - eles aparecem só no final do filme! Estranha a ausência de seu nome uma vez que ele é um dos protagonistas e um dos que mais aparecem na produção. Parece que este foi o único trabalho dele no cinema.


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