Os Trapalhões na Guerra dos Planetas

 

OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS (1978)

    

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".

 

 

Atuações especiais: Pedro Aguinaga (como o Princípe Flick) e Emil Rached (como Bonzo).

 

   

Participações especiais: Carlos Kurt (como Igor), Wilma Dias (como Loya), Arlete Moreira, e Carlos Bucka (como Zuco).

 

Sinopse: Os Trapalhões estão fugindo de um grupo de homens em carros e motos - tudo porque Didi deu em cima da namorada de todos eles (Sim, a moça era namorada de todos os homens que os perseguiam!) - quando de repente pousa uma nave espacial. Dentro dela, sai o príncipe Flick que pede ajuda a eles para salvar o seu planeta do malvado Zuco.

Ficha técnica:

- Direção: Adriano Stuart.

- Produção: Renato Aragão Produções e TV Globo.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias", Pedro Aguinaga, Arlete Moreira, Wilma Dias, Tereza Mascarenhas, Risa, Maria Cristina, Emil Rached, Carlos Kurt, Carlos Bucka.

- Roteiro: Renato Aragão.

- Diretor de fotografia: Antonio Moreiras.

- Operadores de unidades portáteis: Custódio Santos e Pedro Pelliciano

- Iluminação: Jorge L. Queiróz.

- Maquete e efeitos visuais: Paulo Netto - Stoessel

- Efeitos sonoros: José Sobral.

- Efeitos especiais: Miro Reis.

- Montagem e edição: Luiz Teixeira

- Continuidade: Silvia Moreiras

- Still: Ricardo R. Aragão e Paulo Aragão Neto.

- Cenografia: Abel Gomes.

- Figurinos: Hugo Vernon.

- Produção executiva: Hélio Ribeiro.

- Música: Beto Strada.

- Duração: 89 min.

 

Público: 5 milhões e 089,9 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- O filme é uma paródia trash e pueril do clássico Guerra nas Estrelas (Star Wars), de George Lucas, que teve duas trilogias, sendo que o primeiro episódio (Na verdade, o quarto!) foi lançado em 1977.

Fora do Brasil, principalmente nos países de língua inglesa, este filme dos Trapalhões é conhecido pelo sugestivo título de Brazilian Star Wars.

- É o primeiro filme com a formação completa dos Trapalhões: o quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, este último em seu primeiro filme com o grupo e descrito nos créditos iniciais apenas com o nome Mauro Gonçalves.

- Este também é o primeiro filme que traz o nome Trapalhões no plural ao contrário de 05 filmes anteriores que levavam no título somente o nome Trapalhão no singular.

- Bonzo, interpretado pelo falecido ator Emil Rached, equivale ao personagem alienígena Chewbacca de Star Wars.


AS NAMORADAS DOS TRAPALHÕES

As atrizes Risa, Wilma Dias, Tereza Mascarenhas e Arlete Moreira.

- As atrizes que tiveram participações especiais no filme foram:

# Wilma Dias, famosa pela aparição na abertura do programa O Planeta dos Homens (1976-1982, TV Globo). Faleceu precocemente em 1991 com apenas 36 anos de idade;

# Arlete Moreira, atriz que atuou apenas no cinema principalmente nos filmes do ator/diretor Tony Vieira (1938-1990) na Boca do Lixo paulistana (Tony foi casado com a irmã dela, a atriz Claudette Joubert, que também participou de inúmeras produções dele). São poucas as vezes que aparece em cena e não estabelece qualquer diálogo neste filme. Abandonou a carreira de atriz em 1983;

# Tereza Mascarenhas interpreta Mara, a namorada de Zacarias. Reapareceu em 2002 no filme A paixão de Jacobina atuando como a personagem Maria;

# Risa, a loirinha namorada de Dedé no filme. Dentre as namoradas dos Trapalhões, Risa é a única que não tenho qualquer informação. Este aparenta ser o único filme que ela atuou.

 

- É nítida a intervenção da TV Globo na produção. Afinal de contas, foi ela que a produziu. Uma dessas intervenções são os famosos efeitos especiais que caracterizam o filme até hoje. Na trama é muito visível os efeitos de repetição (Ex.: Um ator dá um golpe e essa ação se repete em sequência) e cenas em que os atores aparecem em tamanho reduzido (Cenas da nave espacial e da tarântula). Este último efeito era bastante visto nas produções da Globo do final dos anos 1970 como, por exemplo, a 2ª temporada do Sítio do Pica-Pau Amarelo em 1978.

- A técnica do videotape foi largamente utilizada no filme. Após as filmagens neste formato televisivo (Intervenção da TV Globo) o material foi enviado aos Estados Unidos para ser ampliado em 35 mm, fato muito criticado na época uma vez que a legislação considerava ilegal envio de material ao exterior.

- O filme ficou caracterizado também por possuir pouco diálogo e cenas longas o que o torna chato e cansativo de se ver (Levando-se em conta o padrão visual e a maneira como a vida do grande público do século XXI está estruturada - Velocidade de informações, dinamismo etc. - que é muito diferente da do final dos anos 1970). Exemplos de cenas longas são a perseguição de um grupo de homens aos Trapalhões no início do filme e a luta no planeta do princípe Flick (A luta dura quase 9 minutos!).

- É perceptível que alguns atores secundários tiveram suas vozes dubladas não caracterizando as suas originais. Um procedimento muito utilizado nos filmes brasileiros dos anos 1970.

- Apesar dos efeitos visuais esdrúxulos e de uma trama e roteiro simplórios demais, o filme levou mais de 5 milhões de pessoas às salas de cinemas colocando-o na 9ª posição dos filmes nacionais mais vistos e na 3ª posição entre os mais vistos dos Trapalhões.

- Atuação especial de Pedro Aguinaga. Ficou conhecido por ter ganho o prêmio de "o homem mais bonito do Brasil" em um concurso do programa Flávio Cavalcanti em 1970 (TV Tupi). A partir daí atuou em diversos filmes nacionais, recebeu convites para festas de debutantes e encarnou o garoto-propaganda da marca de cigarros Chanceller numa época em que eram permitidos esses tipos de spots na TV. Apesar da fama, não se dedicou à carreira de ator carregando consigo a estigma de playboy.

Assista ao lado o vídeo de Pedro Aguinaga no comercial dos cigarros Chanceller.

- O ator Celso Magno Rossato, mais conhecido como Baiaco, foi quem interpretou a ave que sai de dentro do ovo quebrado por Didi. Apesar da atuação, seu nome não consta nos créditos do filme.

- A produção precária revela ainda diversos erros. Um deles acontece em Airos, planeta do princípe Flick. Durante a briga os trajes dos alienígenas tem péssimo acabamento fato que termina por revelar nitidamente mãos e pés humanos em várias ocasiões.

Além disso, reparando bem percebe-se em alguns momentos que nas cenas de fundo os alienígenas nunca parecem brigar. Apenas balançam as mãos.

- Ainda falando sobre a precariedade do filme, quase no final Dedé e o príncipe retiram um objeto de dentro de uma caixa chamado de computador-cérebro. Este aparelho, quando se unem as metades, faz com que os alienígenas do planeta Airos se livrem da dominação mental do vilão Zuco.

Mas o engraçado é que o tal "computador-cérebro" é tão paupérrimo que é uma vergonha chamá-lo assim. É nítido que a maioria de seus botões sequer funciona! Ao acioná-los - alguns deles mais parecem interruptores de lâmpadas! -, surge uma maquete de uma cidade e um ridículo carrinho de autorama que a arrodeia.

- Muito estranha é a camisa vermelha com o nome FLASH usada por Didi no longa-metragem. Terá sido uma homenagem a The Flash ou a Flash Gordon?

- Participação especial de Christina Rocha como a princesa Mirna. Este, e não o Cinderelo Trapalhão como eu havia imaginado, é, provavelmente, um dos primeiros trabalhos como atriz da atual apresentadora do Casos de Família (SBT), famosa nacionalmente como apresentadora do polêmico O povo na TV (1981, TVS/SBT) e como jurada do antigo Show de Calouros (SBT).

A dificuldade de reconhecê-la se explica também nos créditos iniciais do filme. Curiosamente o nome dela aparece neste longa dos Trapalhões creditado como Maria Cristina. É explicável, uma vez que o nome completo da apresentadora é Maria Christina Lima Correa da Rocha. Só no filme seguinte dos Trapalhões (Cinderelo Trapalhão) é que ela aparece com o nome que lhe deu a fama, porém sem a letra agá (H) na palavra "Cristina".

O DVD da Europa Filmes também contribuiu para a confusão ao colocar equivocadamente na contracapa o nome da apresentadora Christina Rocha e o da atriz Maria Cristina Nunes, filha do roteirista Max Nunes, que nem atuou nesta produção dos Trapalhões.


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