O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão

O TRAPALHÃO NAS MINAS DO REI SALOMÃO (1977)

   

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum".

  

Atuações especiais: Francisco di Franco (como Alberto) e Monique Lafond (como Glória).

    

Atuações especiais: Wilson Grey (como o ermitão), Vera Setta (como a bruxa Zuluma), Carvalhinho (como o paxá) e Milton Villar (como Malecrino).


Sinopse: Pilo, Duka e Fumaça são contratados por Glória para que resgatem o pai dela, o Arqueólogo e Professor Aristóbulo, que saiu em busca das minas do Rei Salomão. Têm a ajuda de Alberto para enfrentar no trajeto uma bruxa e seu ermitão, um paxá e seus comandados, canibais de tribos africanas e uma dupla de malfeitores. 

Ficha técnica:

- Direção: J. B. Tanko.

- Produção: J.B. Tanko Filmes.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Vera Setta, Wilson Grey, Francisco di Franco, Monique Lafond, Alan Fontaine, Milton Villar, Carvalhinho, Carlos Kurt, Emil Rached, Youssef Salim Elias, Radar, Neri, Celso Magno Hofacker Rossato (Baiaco).

- Diretor de Fotografia: Antônio Gonçalves.

- Diretor Administrativo: Tomi Blazic.

- Diretor de produção: Geraldo Mohr.

- Assistente de Direção: Vitor Lustosa.

- Planejamento: Sanin Cherques.

- Câmeras: J.B. Tanko, Antônio Gonçalves, Eurico Richers, Hugo Pavanello.

- Assistente de câmera: Paulo Sérgio e Jorge Alves Dias.

- Argumento: J.B. Tanko, Adriano Stuart, Vitor Lustosa, Domingos Demasi, Renato Aragão e Dedé Santana.

- Montagem: Manoel Oliveira.

- Música: Antonio Remo Usai.

- Efeitos especiais: Geraldo Tolentino e Wilmar C. de Menezes.

- Som direto: José Tavares.

- Efeitos sonoros: Geraldo José e Jair Pereira.

- Microfonista: Luiz Tavares.

- Contarregra: Francisco V. Nunes.

- Continuidade: Maria Eugenia.

- Maquilagem: Sônia Rubene e Aila de Jesus.

- Maquilagem da bruxa: Eric Rzepecki.

- Cenografia: Artur Maia, Luis Carlos e Cândido Rondon.

- Figurinos: Artur Maia.

- Eletricidade: Walter Guimarães, Hilmo Rodrigues e Carlos Alberto.

- Maquinista: Moacyr F. da Cunha.

- Guarda-roupa: Sirlei Dias, Natália A. da Cunha, Célia de Paula e Sueli Menezes.

- Assistente de Administração: Joni Natorf Schlomer e Wilton Vuyk Suan.

- Assistente de produção: Eduardo França, Fernando Gonçalves e José Alves Bicão.

- Aderecista: Gerson F. da Silva.

- Roteiro: J.B. Tanko.

- Técnico de som: Roberto.

- Publicidade: Dino.

- Laboratório: LIDER CINE LABORATÓRIOS.

- Stúdio de som: NEL-SOM

- Duração: 80 min.

 

Público: 5 milhões e 786,2 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

Curiosidades:

- O filme faz referência ao conto As minas do Rei Salomão, escrito pelo britânico Henry Rider Haggard (1856-1925) no ano de 1885. A história do livro se passa na África, local onde supostamente estariam as minas do rei Salomão e seus tesouros.

Os Trapalhões e o roteirista e diretor J.B Tanko, além de se basear na obra original, ainda tentaram aqui parodiar uma antiga produção: As minas do rei Salomão, de 1950, dos diretores Compton Bennet e Andrew Marton.

Porém, a adaptação mais famosa do conto foi o filme As minas do rei Salomão (King Solomon's Mines, no original em inglês) lançado em 1985 - a exatos 100 anos depois do livro de Haggard! - pela Cannon Films com os atores Richard Chamberlain (No papel de Allan Quatermain) e Sharon Stone.

- Os Trapalhões interpretam neste filme os seguintes personagens: Pilo (Renato Aragão), Duka (Dedé Santana) e Fumaça (Mussum).

- Participação especial do ator Carlos Kurt interpretando o Professor Aristóbulo.

Propaganda da Coca-Cola na parede

- O roteiro do filme é confuso no que diz respeito às coordenadas tempo-espaço. No começo, os personagens estão em uma cidade (do interior?) do Brasil - o ônibus da Viação Itapemirim, que traz o personagem Alberto, não me deixa mentir! Logo adiante, aparecem em uma floresta e até mesmo em um deserto em busca das minas. Mais a frente surge uma tribo africana o que, logicamente, dá a entender que já estão na África. E isso tudo fazendo a viagem à pé!

- Mais uma vez a Coca-Cola se faz presente em um filme dos Trapalhões. A personagem Glória pede uma quando chega a um bar. Nesse mesmo local, há na parede e no balcão várias propagandas do refrigerante.

Ônibus da Viação Itapemirim

- De acordo com a Cinemateca Brasileira, este longa foi produzido na ilha de Paquetá (Cidade do Rio de Janeiro).

- Um dos efeitos mais toscos do filme talvez seja uma das cenas da bruxa voando a qual é representada na vassoura por um desenho movimentado da esquerda para a direita. Com exceção desta, outras cenas dela e de Pilo (Renato Aragão) voando foram bem mais elaboradas.

- Fumaça (Mussum) vestido de general ficou muito parecido com o falecido ditador ugandês Idi Amin que na época do filme ainda ocupava o governo de seu país.

Francisco di Franco

Atuação especial do ator Francisco di Franco. Foi descoberto pelo comediante Mazzaropi quando este levou seu carro para ser consertado. Juntos fizeram o filme Jeca Tatu (1959). Nessa época, ainda usava Francisco de Souza - seu nome verdadeiro - nos filmes. Só depois passou a usar o pseudônimo "di Franco". O ator ainda atuou ao lado de Pelé no filme Os trombadinhas (1979) e em telenovelas da Globo, Tupi e SBT. Faleceu em 2001, vítima de câncer.

- A morte do cachorro Lupa talvez seja um dos momentos mais emocionantes do filme. Ele volta a viver com o "pó que dá a vida" que Pilo furtou da bruxa. Após saber que seu cão está vivo, Pilo cai junto com ele em um buraco e descobre as minas do Rei Salomão.

- A exemplo desta produção, é comum nos filmes dos Trapalhões o fato dos personagens de Renato Aragão se apaixonarem pela mocinha e descobrirem que esta é apaixonada, na verdade, por outro. Que resta então a ele? Um final surpreendente, geralmente coroado com a descoberta de um rico tesouro seja ele em dinheiro, ouro, petróleo etc.

- Este foi o filme de maior bilheteria dos Trapalhões. Dentre os filmes de maior público da história do cinema nacional ocupa atualmente o 6º lugar.

Baiaco

- O ator Celso Magno Hofacker Rossato - o Baiaco - aparece neste filme como um dos capangas de Malecrino (Milton Villar), mas seu nome não está nos créditos. Pela semelhança física, em muitas produções atuava como dublê de Renato Aragão.

- Participação especial do carequinha Youssef Salim Elias como o empregado do paxá, personagem interpretado pelo ator Carvalhinho. Atua nesta produção como um extra da mesma forma que no filme Simbad, o marujo Trapalhão (1976).

Youssef Salim Elias


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