O Incrível Monstro Trapalhão

O INCRÍVEL MONSTRO TRAPALHÃO (1980)

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".

Atuações especiais: Paulo Ramos (como Carlos Alberto), Eduardo Conde (como Hugo), Alcione Mazzeo (como Ritinha).

Participações especiais: Wilson Grey (como o Sr. Correção), Carlos Kurt (como o árabe), Felipe Levy (como o russo).

Participação especial: ???????????? (como o Incrível Monstro Trapalhão)


Sinopse: Dr. Jegue é um cientista/inventor que descobre duas fórmulas: uma que o transforma em um monstro com superpoderes e outra a partir do marmeleiro, planta abundante na região nordestina que tem um óleo tão forte capaz de substituir a gasolina. Trabalha também em uma oficina mecânica junto com seus amigos Kiko, Sassa e Quindim ajudando nos ajustes do carro de corrida do piloto Carlos Alberto. A trupe sofre, dentro e fora das pistas, com as pilantragens de Hugo - um outro piloto - e de sua gang.


Ficha técnica:

- Direção: Adriano Stuart.

- Produção: Renato Aragão Produções.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias", Paulo Ramos, Eduardo Conde, Márcia Brito, Alcione Mazzeo, Sonia de Paula, Wilson Grey, Phillipe Levy, Carlos Kurt, Genésio Carvalho, Flávio Portho. Outros: Glória Cristal, Quinzinho, César Robertho, Felipe Di Nardo, Fábio Villalonga, Celso Magno Hofacker Rossato (Baiaco), Edson Farias, Joel Maciel, João Zacarias, Ubirajara Gama, Roberto Lee, Amaury Guarilha, Oswaldo Mesquita, Jack Militelo, Satã, Lampa, Müller, Claudioney Penedo, Maurício, Aldney Fraga, El Chasque, Dalmo Peres.

- Tema de abertura: Renato Aragão.

- Música: Antonio Remo Usai.

- Diretor de fotografia: Antonio Meliande.

- Fotografia 2ª unidade: Oswaldo Oliveira.

- Montagem: Raimundo Higino.

- Direção de produção: Vítor Lima e Hélio Ribeiro

- Argumento e roteiro: Renato Aragão.

- Colaboração: Vítor Lustosa.

- Diretor assistente: Dedé Santana.

- Assistente de direção: Vítor Lustosa.

- Produtor executivo: Antonio Rangel Pereira (Del).

- Produtor: Renato Aragão.

- Vestuário: Festa Boutique (Vestiu o elenco principal), Roupas masculinas Vansport, Óculos Di Occhiale.

- Som direto: José Tavares.

- Assistente de produção: Clids, Toninho, Piloto, Ari.

- Maquiador: Antonio Pacheco.

- Still: Thereza Jessouroum.

- Cenógrafo: Stoessel.

- Continuísta: Eugênia.

- Assistente de câmera: Gyula Koloswary e Odair Guarany.

- Guarda roupa: Natália, Célia, Geraldo Gomes.

- Microfonista: Joaquim Tavares.

- Eletricista: Hilmo Ferreira, José Manir, Gersonildes, Aroldo Teles, Wilson Preto.

- Assistente de montagem: Pery Santos.

- Efeitos especiais: Sérgio Farjalla.

- Contrarregra: Nunes.

- Estagiária: Ivone Dain.

- Programação visual: Yuka Parkinson, José Cardoso.

- Som: Nelson Som.

- Trucagem: Ilimitada Ltda.

- Mixagem: Onélio Motta, José Tavares.

- Imagem: Líder.

- Agradecimentos: Empresa Andorinha de Transporte, Ministério da Marinha, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Novotel.

- Duração: 106 min.


Público: 4 milhões e 213,3 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

Curiosidades:

- Os Trapalhões interpretam neste filme os seguintes personagens: Dr. Jegue (Renato Aragão), Kiko (Dedé), Sassa (Mussum) e Quindim (Zacarias).

- Pode se dizer que o filme parodia os seguintes super-heróis: Super-Homem e Hulk. O primeiro por causa do pôster pregado na parede do laboratório do Dr. Jegue e de algumas cenas do próprio cientista imaginando ser o herói (Com a diferença de que na roupa aparece um "J" ao invés do "S"). O segundo devido ao próprio nome do filme lembrar o nome completo do herói - "O Incrível Hulk" - e no fato do Dr. Jegue, um cientista, se transformar em um "monstro" da mesma forma que o Dr. Robert Bruce Banner se transforma em Hulk.

- A atriz Alcione Mazzeo foi casada com o comediante Chico Anysio com o qual teve um filho, o também ator Bruno Mazzeo, fazendo muito sucesso no final da década de 1970 com a personagem Maria Angélica. A fama e a beleza da atriz culminaram com um convite para posar nua na revista Playboy - concretizado na edição nº 54 de janeiro de 1980 - revelando que Os Trapalhões já iniciavam uma busca por personalidades - instantâneas ou não - para serem um dos grandes atrativos de seus filmes, algo que seria comum no final da década de 1980.


O AUTÓDROMO

O autódromo de Interlagos: a multidão, carros na pista, e as bandeiras do estado de São Paulo e de alguns países.

- As cenas de corrida do filme foram realizadas no Autódromo de Interlagos, tão diferente que eu custei a acreditar que fora realizado ali se não fosse pelas palavras do narrador da corrida. Mas é explicável o motivo da diferença do lugar para o que se conhece hoje em dia: Interlagos passou por uma grande reforma em 1990, exigências da FIA para que o autódromo pudesse receber de novo o GP Brasil de Fórmula I. O curioso é que o local não levava em 1980 o nome oficial que tem atualmente: Autódromo Municipal José Carlos Pace, homenagem ao piloto brasileiro morto em um acidente de avião em 1977 (A homenagem a ele só veio em 1985!). No ano de fundação - 1940 - era chamado de Entre Lagos, por ficar localizado entre as represas Billings e Guarapiranga. Só anos depois virou Interlagos.

- A presença da multidão e das bandeiras do estado de São Paulo e de três países (Bolívia, Chile e um outro não identificado) indica que, provavelmente, estava acontecendo algum evento de verdade no autódromo. O narrador diz que é uma "corrida de Fórmula Esporte, um grande acontecimento do automobilismo brasileiro".

- A tal corrida é com carros de rua. Os modelos vistos são o Fiat 147, o Ford Corcel II e o Passat (Volkswagen).

- O nome dado ao carro que Jegue corre no autódromo aparece nas legendas do DVD da Europa Filmes com o equivocado nome de jariraca, palavra sem qualquer relação ou listagem nos dicionários de português. Na realidade, o nome correto, e que o narrador pronuncia no filme, é jabiraca que significa também carro ou máquina antiga, normalmente em péssimo estado de conservação.

- O ator Felipe Levy, descendente de franceses, aparece nos créditos do filme com o nome Phillipe Levy. Trata-se apenas da forma francesa do seu nome.

- As mesmas imagens do Congresso Nacional e do edifício do Ministério de Minas e Energia - ambos localizados em Brasília-DF -, que aparecem nesta produção, foram usadas em outro filme do quarteto: Os Trapalhões na Serra Pelada (1982).

- Os merchandisings dão sua cara aqui neste longa-metragem dos Trapalhões: a Coca-Cola - uma enorme garrafa e um teleférico com o logo da marca de refrigerentes - e a Elma Chips - o logo desta empresa de salgadinhos aparece pintado em um quiosque.

Glória Cristal e Quinzinho

- Há diversos atores coadjuvantes que participam deste filme dos Trapalhões. Infelizmente não sei o nome de todos eles. Entre os identificados estão:

# Glória Cristal, a mulata do programa Fantástico e do apresentador Sargentelli (1924-2002); e Quinzinho (Joaquim Faria Manso), conhecido por suas participações na pornochanchada Histórias que nossas babás não contavam (1979) atuando como um dos anões que espiam e bolinam Clara das Neves (Adele Fátima), quase sempre nua no filme, e na telenovela Transas e Caretas (TV Globo, 1984) como o robozinho Alcides. Glória Cristal e Quinzinho aparecem quando Sassa (Mussum) e Quindim (Zacarias) bebem a fórmula de Jegue e se transformam, respectivamente, em uma mulher e em um anão. Os dois já participaram de vários quadros do programa Os Trapalhões na TV Globo.

# o carequinha Satã - pseudônimo de Melquíades França Neto -, figurante carimbadíssimo dos filmes "B" brasileiros entre eles inúmeros pornôs - Império do sexo explícito (1985) - e filmes de ação como A rota do brilho (1990). Também atuou na pornochanchada Histórias que nossas babás não contavam (1979) massageando a rainha (Meyre Vieira) nua. Aparece neste longa dos Trapalhões dentro do Playcenter como um dos russos que querem roubar a fórmula de Jegue (Renato Aragão).

Satã no destaque

Felipe Di Nardo

# Celso Magno Hofacker Rossatto, o Baiaco, atuando como um dos árabes que querem comprar a fórmula de Jegue (Renato Aragão). Participou de inúmeros quadros do programa Os Trapalhões, na TV Globo, de 1977 a 1995.

# Felipe Di Nardo. Interpretou um dos capangas de Hugo (Eduardo Conde). Atuou em vários filmes entre eles Os Pankekas e o calhambeque de ouro (1979) - com o saudoso Roni Cócegas no elenco parodiando um dos humoristas do grupo norte-americano Os Três Patetas. Felipe é também conhecido pelos seus trabalhos como dublador desde 1976. É fundador do extinto estúdio de dublagem paulista Elenco que funcionava dentro dos Estúdios Silvio Santos na TVS, a exemplo de outros como a Maga do ator/cantor/dublador Marcelo Gastaldi (Conhecido como o primeiro dublador de Roberto Gómez Bolaños no Brasil através das séries Chaves e Chapolin). Afastou-se da dublagem e continua vivendo em São Paulo.

# Fábio Villalonga é também um dos capangas de Hugo (Eduardo Conde). Atuou em vários filmes como Fugitivas Insaciáveis (1978), Bordel - Noites Proibidas (1979), Império das Taras (1980), Delírios Eróticos (1981), As Gatas - Mulheres de Aluguel (1982) e Caçadas Eróticas (1984) com David Cardoso e Matilde Mastrangi. Vive em São Paulo e também atua na dublagem emprestando sua voz a animes (Os Cavaleiros do Zodíaco é o mais recente).

Fábio Villalonga

- As músicas cantadas pelos Trapalhões neste filme são:

# Escandalosa, sucesso de 1947 na voz da cantora Emilinha Borba (1923-2005).

# O que é que a baiana tem, composição de Doryval Caymmi (1914-2008) em 1939 e sucesso na voz de Carmem Miranda (1909-1955). Foi através dessa música, cantada no filme Banana da terra (1939), que Carmem se projetou fora do Brasil.

# Papagaio, composição dos sambistas Beto sem Braço (1940-1993), Almir Guineto e Luverci Ernesto. A música está presente no disco Mussum (Sim, trata-se de um disco do trapalhão Mussum!) lançado em 1980 pela antiga RCA Victor (Atual BMG).

- Atuação especial do ator Eduardo Conde. Curiosamente iniciou carreira como cantor. Depois seguiu como modelo para só então ingressar como ator na telenovela Sinal de Alerta (TV Globo, 1978). Logo atuou no sucesso Plumas & Paetês (TV Globo, 1980). Ainda atuaria em várias minisséries, telenovelas e filmes até o seu último trabalho, O Beijo do Vampiro (TV Globo, 2002). Faleceu em 2003 vitimado por um câncer no pulmão.

- O filme custou à Renato Aragão Produções o equivalente a 35 milhões de cruzeiros. Na época era um valor caríssimo e só alguns poucos filmes brasileiros tinham esse privilégio. Apesar do custo, faturou o equivalente a mais de 400 milhões de cruzeiros.

- Participação especial da atriz Márcia Brito interpretando Joana, uma das amigas de Carlos Alberto (Paulo Ramos) que foi raptada pelos russos. Embora tenha feito inúmeros trabalhos, entre eles o de top model (Ela já apareceu na capa da antiga revista Manchete em 1980 ao lado de Pelé e Xuxa, na época também modelo) e o de figurante nos humorísticos da TV Globo (Chico City, Viva o Gordo e Os Trapalhões), só ficou conhecida nacionalmente com a personagem Flora Propólis na Escolinha do Professor Raimundo (TV Globo) da década de 1990.

Foi casada com o ator Nizo Neto, filho de Chico Anísio conhecido pelo personagem Seu Ptolomeu na Escolinha do Professor Raimundo (TV Globo) da década de 1990 e também pela dublagem do personagem Ferris Bueller no filme Curtindo a vida adoidado (1986).

Márcia Brito mudou nos anos 2000 seu nome artístico para o estranho Brita Brazil e segue carreira de cantora e compositora.

- O incrível monstro Trapalhão foi gravado em 1980, mas foi lançado em janeiro de 1981 durante as férias da garotada. Embora tenha sido filmado em São Paulo, a sua estreia se deu na cidade do Rio de Janeiro.

- O final do filme foi gravado dentro do Playcenter, um antigo parque temático da cidade de São Paulo. O local foi inaugurado em 1973 pelo empresário Marcelo Gutglas e era considerado um dos cartões-postais paulistanos.

Várias atrações do parque aparecem neste longa dos Trapalhões como o Museu de Cera, o Castelo dos Horrores, o Teleférico, a Montanha Encantada e a Maria Fumaça, só para citar algumas.

O Playcenter foi desativado em 2012. Em uma parte do parque foram construídos alguns prédios comerciais.

Assista abaixo a um comercial de 1980 do Playcenter.


Vídeo de Billy Martins

- O que mais eu queria saber mesmo era quem atuou no papel do Incrível Monstro Trapalhão. Não tenho certeza, mas pela aparência parece ser o mesmo Hulk - campeão sul-americano de levantamento de peso -, personagem que atuou em um quadro do programa Os Trapalhões ao lado de Renato Aragão, Ted Boy Marino, Sílvia Massari e do saudoso ator Rogério Cardoso.

Assista abaixo a este quadro do programa Os Trapalhões.


Vídeo de Rubim Silva




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