Os Trapalhões e o Rei do Futebol

 


OS TRAPALHÕES E O REI DO FUTEBOL (1986)

    

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".


 

Atuações especiais: Pelé (como Nascimento) e Luiza Brunet (como Aninha).

 

  

Participações especiais: Maurício do Vale (como Edésio), Older Cazarré (como Seu Mané) e José Lewgoy (como Dr. Velhaccio).

 

 

Participações especiais: Milton Moraes (como Dr. Barros Barreto) e Marcelo Ibrahim (como Sansão).

 

Sinopse: O Independência Futebol Clube vai mal nas partidas e os interesses pessoais dos cartolas terminam por prejudicar ainda mais o clube. No entanto, um fato vai mudar o destino da equipe: Cardeal, um dos roupeiros, acaba sendo escolhido, por acaso, como treinador do Independência. Os bons resultados do time aparecem e a torcida pede Cardeal como presidente. Vendo seus interesses ameaçados, os cartolas armam todo tipo de falcatruas com ele e seus amigos.

 

Ficha técnica:

- Direção: Carlos Manga.

- Produção: Renato Aragão Produções e Pelé Saad.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias" e Pelé. Participações especiais: José Lewgoy, Milton Moraes, Maurício do Valle, Marcelo Ibrahim, Older Cazarré, Carlos Kurt. Apresentando: Luiza Brunet.

- Câmera e steadicam: Lula Araújo.

- Maquiagem: Antônio Pacheco.

- Figurino: Carlinhos Rangel e Madu Penido.

- Cenografia: Irênio Maia.

- Realização cenográfica: Abel Gomes.

- Direção de produção: Caique Martins Ferreira

- Som direto: Romeu Quinto.

- Edição de som: Hélio Lemos.

- Montagem: Marco Antonio Cury.

- Música: Sérgio G. Saraceni.

- Direção de fotografia: Edgar Moura.

- Argumento: Renato Aragão e Pelé.

- Roteiro: Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares.

- Produção executiva: F. Paulo Aragão e Paulo Aragão Neto.

- Assistente de direção: Márcia Bourg.

- Still: Marcelo Jesuíno.

- Transcrição de ruídos: Delart Estúdios Cinematográficos.

- Duração: 69 min.

 

Público: 3 milhões e 647,3 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- Atuação mais que especial do ex-jogador de futebol Pelé ("o rei") que interpreta aqui o jornalista Nascimento (Trata-se do sobrenome de Pelé: Édson Arantes do Nascimento). O mais curioso é que o jogador, que fez fama como atacante, atua como goleiro no final do filme.

- Este não é o primeiro trabalho de Pelé como ator. Ele já havia atuado em O Barão Otelo no barato dos milhões (1971, com Grande Otelo como o ator principal), como protagonista em Os trombadinhas (1979) e com uma participação especial em Fuga para a vitória (1981 - no original é Escape to victory -, do diretor John Huston).

- Os Trapalhões interpretam neste filme os seguintes personagens: Cardeal (Renato Aragão), Elvis (Dedé Santana), Fumê (Mussum) e Tremoço (Zacarias).

- O placar do jogo no final do filme foi Independência 5 x 4 Gaviões. Detalhe: o Independência perdia por 4 a 1 e, incrivelmente, conseguiu marcar 4 gols - virando o placar - durante os 10 minutos finais da partida! Um dos gols foi marcado por Nascimento (Pelé) chutando a bola da sua área de goleiro.

- As cenas memoráveis da partida final foram todas protagonizadas por Cardeal (Renato Aragão). Ele dribla todo o time do Gaviões e marca um gol...contra! Também cobrou escanteio e ele mesmo saiu para marcar o gol de cabeça!

- A partida final é tão fraca que o time do Gaviões praticamente permite que Cardeal e os outros jogadores do Independência entrem facilmente na área adversária.

- Os Trapalhões e o Rei do Futebol foi o primeiro trabalho notável como atriz de Luiza Brunet, que ganhou fama como modelo da grife Dijon na década de 1980.

- Participação especial do ator Carlos Kurt atuando como um dos cartolas do Independência.

- Participação especial também do ator Older Cazarré interpretando Seu Mané, o pipoqueiro surdo. Cazarré atuou no programa Os Trapalhões, na TV Globo, durante as décadas de 1980 e 1990. É muito lembrado pelo público por haver dublado o carteiro Jaiminho em vários episódios da série mexicana Chaves.

- A direção do filme estava a cargo do experiente Carlos Manga, que havia rodado as famosas chanchadas com Oscarito e Grande Otelo na lendária Atlântida. Manga aproveitou a oportunidade para deixar sua marca nesta produção dos Trapalhões - característica dos filmes dirigidos por ele. Uma delas foi o artifício dos chuveiros sendo ligados após cada gol marcado pelo Independência. Outro artifício foi o uso de cartolas pelos membros do clube de futebol para deixar claro ao público que eles são os dirigentes, ou, como se diz na gíria, os cartolas.

- Conta-se que, alguns anos antes, a pretensão de Pelé era fazer um filme com o humorista mexicano Roberto Gómez Bolaños, famoso por ser o criador e ator/intérprete dos personagens Chaves e Chapolin. Bolaños recebeu a ligação de seu ídolo, mas o comediante acabou não aceitando a proposta do filme.

- A música que toca nos créditos finais se chama Independência mais um. Clique no vídeo ao lado e escute um pedaço desta música.

- Este foi o último filme que o ator Marcelo Ibrahim - conhecido pela alcunha de "Sylvester Stallone brasileiro" - atuou em sua carreira. Alguns dias antes do lançamento do filme nos cinemas, Ibrahim veio a falecer com apenas 26 anos de idade decorrente de um agravamento de infecção pulmonar. Na época, comentou-se muito que a morte do ator aconteceu por haver contraído o vírus da AIDS. O seu rápido emagrecimento e a morte na década de 1990 de sua ex-namorada Cláudia Magno, devido complicações com o HIV, também contribuíram para que o boato se espalhasse.

- Durante a partida final entre Independência e Gaviões há a presença de uma câmera no Maracanã. Nada estranho uma vez que muitas delas aparecem mesmo em jogos de futebol. Mas, na realidade, a tal câmera é de um cameraman do próprio filme (Provavelmente, Lula Araújo) gravando as cenas. A imagem demora alguns poucos segundos na tela.

Esta câmera é igual às que apareciam nas cenas do pornô 48 horas de sexo alucinante, gravado em 1986 (Mesmo ano desta produção dos Trapalhões) e lançado em 1987, com direção de José Mojica Marins, o Zé do Caixão.


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