A filha dos Trapalhões

 

A FILHA DOS TRAPALHÕES (1984)

   

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".

 

  

Atuações especiais: Myrian Rios (como Júlia), Ronnie Von (como Valter) e Fernanda Brasil (como Bebel/Aparecida Pinto).

  

Atuações especiais: Jorge Cherques, Vera Gimenez e Eliezer Motta (como Maurição)

  

Participações especiais: Arnaud Rodrigues (como Zé Paraíba), Felipe Levy (como o dono do circo) e Dino Santana (como González).

 

Sinopse: Júlia decide vender sua filha a uma quadrilha de compradores de bebês, pois não tem como cuidar dela. Porém, sente falta dela e volta atrás da quadrilha para dizer que havia desistido do negócio. Porém, durante uma confusão, a menina é abandonada pelo capanga González. Didi a encontra e, junto com seus três amigos, cuida dela como se fosse sua própria filha até o momento em que descobre que Júlia é a mãe da menina.

Ficha técnica:

- Direção: Dedé Santana.

- Produção: Renato Aragão Produções e DEMUZA Cinematográfica.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias", Myrian Rios, Vera Gimenez, Eliezer Motta, Jorge Cherques, Fernanda Brasil, Arnaud Rodrigues, Dino Santana, Felipe Levy, Abel Faustino, Carlos Kurt, Roberto Guilherme, Celso Magno Hosacker Rossatto (Baiaco). Participação especial: Ronnie Von.

- Argumento: Renato Aragão e Dedé Santana.

- Roteiro: Renato Aragão, Dedé Santana, Emanuel Rodrigues, Arnaud Rodrigues, José Joffily, Gilvan Pereira.

- Assessor técnico: Ary Fernandes.

- Montagem: Denise Fontoura.

- Edição de som: Hercília Cardillo.

- Cenografia e contra-regra: Ronaldo Costa.

- Figurino: Carlinhos Rangel.

- Som direto: José Tavares.

- Câmeras: Antonio Gonçalves e Nonato Estrela.

- Diretor de produção: Caique Martins Ferreira.

- Músicas: Renato Aragão e Arnaud Rodrigues.

- Diretor musical: Caxa Aragão.

- Diretor de fotografia: Antonio Gonçalves.

- Produção executiva: F. Paulo Aragão e Paulo Aragão Neto.

- Direção de artes: Renato Aragão.

- Still: Zenaide Rangel.

- Duração: 103 min.

 

Público: 2 milhões e 476,7 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- O filme aborda o problema social do compradores de bebês por quadrilhas especializadas. Vendem recém-nascidos para famílias ricas, principalmente as da Europa. Neste filme dos Trapalhões, Júlia vende sua filha para o bando interpretado pelos atores Jorge Cherques, Vera Gimenez, Dino Santana e Eliezer Motta que, por sua vez, a entregaria para uma família na França.

- Os Trapalhões moram no meio de uma lagoa (Lagoa Rodrigo de Freitas), em uma moradia que lembra muito uma palafita. O número da casa é o 36 (Apesar de não terem vizinhos) contendo ainda a frase "Venha viver como você gosta".

- Renato Aragão interpreta Didi neste filme, embora esteja com vestimentas típicas do seu personagem Bonga. Os nomes dos outros três Trapalhões são os mesmos do programa de TV.

- Na casa dos Trapalhões há fotos do ator Tony Ramos e do comediante Chico Anísio pregadas na parede. Os dois faziam enorme sucesso em 1984, Tony Ramos com a telenovela Livre para voar (TV Globo, 1984) atuando como o personagem Pardal (A atriz Carla Camurati, com a qual fazia par romântico, interpreta Bebel, mesmo nome da filha de Júlia neste filme dos Trapalhões) e Chico Anísio com o seu programa Chico Anísio Show.

- Participações especiais de Carlos Kurt e Roberto Guilherme, este último em seu segundo filme junto com os Trapalhões. Carlos Kurt aparece roubando galinhas do caminhão que tombou na avenida. Já Roberto Guilherme é um frentista de posto de gasolina que aparece por poucos segundos. Ambos não dizem nada durante o filme.


- O nome da filha dos Trapalhões é Aparecida Pinto Trapalhão (Para sua mãe Júlia é Bebel). Ganhou esse nome porque Didi a viu no dia em que apareceu o pinto Jessé. Conforme os anos passam, a garota cresce. E Jessé também: virou um galo. 

 

- O close nas meninas de biquini deitadas na lancha dos jovens que querem destruir a casa dos Trapalhões (Ou barraco, como os jovens chamam) revela um dos momentos erotic scene do filme.

Nesta mesma cena um detalhe curioso e ao mesmo tempo tosco: um dos rapazes atira 76 vezes nos Trapalhões e na casa deles não acertando um único tiro sequer no quarteto!

- Atuação especial de Myrian Rios. A atriz estreou com a telenovela O feijão e o sonho (TV Globo, 1976), foi a protagonista Nina em O amor é nosso (TV Globo, 1981) e ganhou papéis de grande destaque em Tititi (TV Globo, 1985) e Bambolê (TV Globo, 1987). Mas a fama de Myrian foi maior por seu casamento com o cantor Roberto Carlos, que morria de ciúmes dela, principalmente nas cenas de beijo protagonizadas por ela e o ator Paulo Castelli em Tititi. O cantor compôs até uma música chamada de A atriz (Presente no álbum Roberto Carlos, 1985, CBS) revelando o grau de ciumeira. Hoje, Myrian não está mais casada com Roberto Carlos. Abandonou a carreira de atriz, aderiu ao catolicismo e elegeu-se deputada estadual pelo estado do Rio de Janeiro. 

- Atuação especial do cantor Ronnie Von como o delegado Valter em, talvez, sua única experiência como ator.

- As músicas do filme foram lançadas no LP A filha dos Trapalhões, de 1984.

- Participação especial do ator Arnaud Rodrigues com o personagem Zé Paraíba. Arnaud já havia atuado no filme anterior - Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984) - e seguiu compondo várias músicas para outros filmes do quarteto.

- Atuação especial de Fernanda Americano do Brasil interpretando a filha dos Trapalhões. Este personagem é o único registro de Fernanda como atriz em produções que ganharam destaque nacional. Na época, tinha apenas 4 anos de idade (No filme sua personagem tem 5 anos). Reapareceu em 2010 através de um processo movido por ela contra Renato Aragão e sua produtora (a Renato Aragão Produções), a TV Globo, o Infoglobo e a Europa Filmes por danos materias e direitos de imagem não pagos pelo DVD A filha dos Trapalhões (Lançado pela Europa Filmes). O processo ainda tramita na 41ª vara cível da capital fluminense.

- Em nenhum momento do filme Júlia diz quem é o pai verdadeiro de sua filha. Ele nem sequer dá as caras na trama.

- O mais estranho do roteiro do filme é Júlia, após dar a luz a sua filha, procurar emprego em vários lugares e, só depois de vender e perder a menina para a quadrilha, resolver voltar ao circo, o lugar que trabalhava e era amada por seus vários amigos justamente os que poderiam lhe ajudar. A desculpa dela para não tê-los procurado antes foi vergonha.

- Participação especial do ator Eliezer Motta, famoso por seu personagem Seu Batista dos humorísticos Viva o Gordo dos anos 1980 e Escolinha do Professor Raimundo da década de 1990. O personagem Maurição deste filme é idêntico a ele faltando-lhe apenas os óculos e o dente de coelho. Por algum tempo Eliezer voltou a trabalhar ao lado de Renato Aragão em A Turma do Didi também na pele do personagem Seu Batista.

 

- Destaque para os merchandisings das Casas Pernambucanas, Bradesco, Lécio Pneus e do posto de gasolina Esso.

E em uma espécie de crossover de marcas comerciais, os Trapalhões Dedé, Mussum e Zacarias brincam nas Casas Pernambucanas com um caminhão da marca Esso.


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