Os Trapalhões no Rabo do Cometa

 


OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA (1986)

    

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".



Participação especial: Mauricio de Sousa

  

Apresentando no desenho animado: Os Trapalhões e o Bruxo

Sinopse: Os Trapalhões fazem uma apresentação no teatro quando Mauricio de Sousa aparece e os alerta sobre a volta do bruxo. O quarteto é transformado em desenho, e Didi acaba ganhando poder ao tocar no triângulo de cristal cósmico durante o encontro das forças do bem e do mal. O bruxo, então, descobre que para recuperar o poder deverá pegar na mão de Didi sempre quando as forças do bem e do mal se encontrarem, o que equivale aos anos em que o cometa Halley aparece na Terra.

Ficha técnica:

- Direção: Dedé Santana.

- Produção: Renato Aragão Produções.

- Co-produção: Mauricio de Sousa Produções.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias". Participação especial: Mauricio de Sousa e José Vasconcelos (Voz do bruxo).

- Argumento: Renato Aragão.

- Diálogos: Roberto Silveira.

- Roteiro: Dedé Santana.

- Roteiro do desenho: Márcio de Souza e Reinaldo Weissman

- Montagem: Jayme Justo.

- Montagem do desenho: José Adroaldo Ferreira.

- Som direto: José Tavares.

- Continuidade: Denise Romita.

- Figurino dos Trapalhões: Carlinhos Rangel.

- Figurino do Scala: Marco Aurélio.

- Maquiagem: Maria Eugênia Gonzaga.

- Coreografia: Luis Boronine.

- Músicas (Por ordem de entrada): Arnaud Rodrigues, Ultraje a Rigor, Synopse, Rumo, Premeditando o Breque, Suíte, Xarada, Banda Metalurgia, Mussum - Jorge Aragão e Neucy, Ira.

- Direção de fotografia: José Tadeu Ribeiro.

- Direção de produção: Caique Martins Ferreira.

- Produção executiva: F. Paulo Aragão e Paulo Aragão Neto.

- Desenho animado criado, realizado e produzido nos Estúdios Mauricio de Sousa.

- Duração: 81 min.

 

Público: 1 milhão e 250 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- O filme é baseado na expectativa mundial pela passagem do cometa Halley (Os Trapalhões - ainda em carne e osso! - mencionaram sobre o cometa no início do filme). Descoberto pelo britânico Edmond Halley (1656-1792) em 1696, o corpo celeste retorna à órbita terrestre a cada 76 anos. A sua última aparição foi em 1986 e a próxima será em 2061.

- A música que os Trapalhões cantam durante os créditos iniciais se chama Trapalhões até o fim, composição do falecido ator Arnaud Rodrigues.

Assista abaixo ao vídeo da abertura do filme com a música Trapalhões até o fim

 

- O show stand-up dos Trapalhões no filme teve duração de 20 minutos (Curiosamente, 20 minutos foi a duração do desenho animado no filme anterior!). Foi realizado no Teatro Scala, inaugurado em 1982 e com localização na Avenida Afrânio de Melo Franco, número 296, no bairro do Leblon (Rio de Janeiro). Em 2010, o local foi arrendado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e mudou de lugar: agora está na Avenida 13 de maio, número 23, na Cinelândia, e passou a se chamar Scala Rio.

- Apesar de ser um desenho animado voltado para as crianças, há certas passagens em que o erotismo surge na produção. No início, mulheres de biquini, inclusive uma delas está em cima de um carro em uma pose digna das pornochanchadas das décadas de 1970 e 1980! Durante o desenho animado, Didi menciona que há uma "mulher boa" e a dita cuja, que era bonita só pelas costas, aparece meio que rebolando o bumbum.


- Participação especial do ator José Vasconcelos dublando a voz do bruxo. Ele já havia emprestado sua voz ao mesmo personagem no filme anterior dos Trapalhões.


- Mauricio de Sousa aproveitou para inserir no desenho animado alguns de seus personagens. Ainda no teatro, desenha Mussum com as orelhas e a tromba do elefante Jotalhão. Na Pré-História aparece o dinossauro Horácio. E no Coliseu romano aparece na torcida uma bandeira com a personagem Mônica. Ela também está em uma camisa de um capanga do bruxo na Chicago do início do século XX.

Ainda no Coliseu, surge outra vez o personagem Jotalhão, agora como ele mesmo e fazendo parte da torcida. Nesse mesmo local, há uma bandeira com o escudo do Corinthians e outra com o lema que também remete ao clube do futebol paulista: Gaviões da Fiel. Uma outra bandeira amarela traz o nome Diretas e faz referência ao movimento Diretas Já.

- Renato Aragão diz a seus companheiros que Mauricio de Sousa foi o primeiro a desenhar os Trapalhões no cinema. Tal fato aconteceu no filme Os Trapalhões no Reino da Fantasia (1985).

- Durante os créditos iniciais aparecem cenas dos filmes Os Saltimbancos Trapalhões (1981) e Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984).


Destaque para o merchandising da Royal. O slogan com o refrão do jingle "Abra a Boca. É Royal" aparece três vezes no filme: com os Trapalhões e o bruxo em uma parede de um presídio, no conflito entre índios e colonos no western dos Estados Unidos (Zacarias joga gelatina na cara do bruxo e, nesse instante, toca o jingle), e em um outdoor de uma favela carioca. 

- Algumas canções surgem no decorrer do filme. São elas e seus respectivos grupos (Alguns se tornaram famosos ainda na décade de 1980 e outros desapareceram): Eu não rango (Ultraje a Rigor), Sou Ralé (Suíte a Banda), O jegue de Troia (Synopse), O rei de Roma (Grupo Rumo), 1914 (Ira), O bruxo e o passarinho (Premeditando o Breque) e O feitiço e o feiticeiro (Xarada). A Banda Metalurgia canta a música Do Mississipi ao Piauí (Referência ao meu querido estado do Piauí!) ao lado de Jean e Paulo Garfunkel. Há a participação também de Mussum cantando o samba Paz e Humor, composição de Jorge Aragão, Neucy e do próprio Mussum. Todas estas músicas foram lançadas no LP (E K7 também!) Os Trapalhões no Rabo do Cometa, gravado em novembro de 1985 no Studio Mosh e fabricado e distribuído pela RCA e WEA (Warner Music).

- Um fato que intriga é a ausência no site oficial do cantor Lenine de sua participação musical com o grupo Xarada (Formado por Lenine, Caxa Aragão, Lula Queiroga, Duda Aragão e Fábio Girão) em dois filmes dos Trapalhões. Em Os Trapalhões no Rabo do Cometa compôs com Caxa Aragão (Codinome de Ricardo Rangel Aragão) a música O feitiço e o feiticeiro. No filme anterior - Os Trapalhões no Reino da Fantasia (1985) - compôs duas músicas.

- Nos créditos iniciais eu imaginava que fossem cenas do quarteto chegando ao Teatro Scala. No entanto, pelo menos as cenas de Renato Aragão e Mussum são de 1981 e apareceram no documentário "O mundo mágico dos Trapalhões". Na ocasião, os dois estavam chegando à TV Globo para gravar o programa Os Trapalhões.

Um outro dado curioso é que no filme anterior a abertura trazia a apresentação do quarteto em forma de desenho animado, apesar de levar apenas 20 minutos de animação. Já neste a apresentação é do grupo em carne e osso, apesar do filme ser animado em sua maioria.

- No Teatro Scala o bruxo faz referência ao desenho animado He-Man e os Defensores do Universo ao dizer a frase "Pelos poderes de Halley...Eu tenho a força". A frase dita pelo herói no famoso desenho é "Pelos poderes de Grayskull...Eu tenho a força".



E o leitor atento já deve ter percebido que o filme Os Trapalhões no Rabo do Cometa tem muito a ver com o filme anterior: Os Trapalhões no Reino da Fantasia. Os certificados da Embrafilme trazem os dois filmes com a mesma data de produção: 1985. É tanto que o LP Os Trapalhões no Rabo do Cometa é desse ano também. 

Provavelmente, deve ter acontecido o seguinte: o desenho animado que aparece em ambos os filmes era, na realidade, para constar somente em Os Trapalhões no Rabo do Cometa. No entanto, creio eu, a animação não deve ter ficado pronta a tempo e os Trapalhões tiveram que fazer um filme para suprir o atraso. Daí nasceu Os Trapalhões no Reino da Fantasia com aquela estranha e incoerente inserção de animação em desenho.

Uma cena de Os Trapalhões no Rabo do Cometa prova um pouco do que foi dito acima. Em um determinado momento, o bruxo mostra um mapa com as datas de encontro das forças do bem e do mal: 1.000.85 a.C., 1285, 1985 e 2085. Três destas quatro datas aparecem como cenas do filme. Estranhamente a última, que é no futuro, não aparece. Isso porque ela é justamente a cena de 20 minutos de animação que foi exibida em Os Trapalhões no Reino da Fantasia onde, na ocasião, o quarteto viaja no tempo e chega justo no...futuro!


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