Os Trapalhões no Auto da Compadecida

 

OS TRAPALHÕES NO AUTO DA COMPADECIDA (1987)

    

Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias".

   

Atuações especiais: José Dumont (Como o Cangaceiro), Renato Consorte (Como o Bispo), Emanoel Cavalcanti (Como o Padre João) e Sandro Solviatti (Como o Sacristão).

   

Atuações especiais: Luiz Armando Queiroz (Como o Palhaço), Raul Cortez (Como o Major e o Encourado),

Claudia Gimenez (Como a mulher do padeiro) e Betty Goffman (Como a Compadecida).

 

Sinopse: João Grilo e Chicó ganham o sustento enganando os moradores de uma cidade do sertão nordestino. No entanto, os maiores enganadores da região são outros, muito mais poderosos: o major, o padre João, o sacristão e o bispo, revelando a exploração social que estes fazem dos despossuídos. Após as mortes realizadas pelos cangaceiros, as vidas de João Grilo e dos outros personagens mudarão com o julgamento do Circo no Céu.

Ficha técnica:

- Direção: Roberto Farias.

- Produção: Renato Aragão Produções, Produções Cinematográficas R. F. Farias, Embrafilme.

- Produtores: Riva Faria e Paulo Aragão.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Antonio Carlos "Mussum", Mauro Gonçalves "Zacarias", José Dumont, Betty Goffman, Emanoel Cavalcanti, Luiz Armando Queiroz, Renato Consorte, Sandro Solviatti, Marinho Barbosa, Raul Cortez, Claudia Gimenez.

- Música: Antonio Madureira

- Diretor de fotografia: Walter Carvalho

- Produtora executiva: Maria da Salete

- Produtor delegado: Rogério Faria

- Roteiro: Ariano Suassuna e Roberto Farias

Baseado na obra o "Auto da compadecida" de Ariano Suassuna

- Técnico de som direto: Juárez Dagoberto

- Diretor de produção: Bruno Wainer

- Diretora de arte: Mônica do Rego Monteiro

- Figurinista assistente: Ione Garrido de Faria

- Cenográfo: Mário Monteiro

- Cenográfo assistente: Marco Antonio Rocha

- Criação figurino Circo no Céu: Cláudio Tovar

- Produtor de montagem: Antonio Amejeiras

- Montadoras: Marta Luz e Dominique Paris

- Editores de som: Carlos Alberto Camuyrano e Monica Segreto

- Maquiador: Pacheco

- Assistentes de direção: Mauro Farias e Ana Maria Faria

- Diretores de platô: Marcão e Barão

- Assistentes de produção: Antonio Pereira Filho e Tânia Freitas

- Assistente de cenografia: Rita Ivanissevich

- Assistentes de câmeras: Cezar Moraes e Marcos Avellar

- Eletricista chefe: Valter Pinheiro

- Eletricistas assistentes: Victor e Paulo Roberto do Vale

- Maquinista chefe: Paulinho Paquetá

- Maquinista assistente: Hilmo Ferreira

- Geradorista: César de Oliveira

- Microfonista: Nonô Coelho

- Cabeleireiro: Tito

- Camareiros: João Rodrigues e Ana Maria Rosa

- Contrarregra: Delanir

- Gerente da cidade cenográfica: Miguel Angelo Maia

- Still: Delfina Rocha

- Assistentes editor de som: Luelane Corrêa e Roberto Machado Filho

- Assistente de montagem: Eduardo Albuquerque

- Produtor musical: Tobi

- Secretária de produção: Janine Duarte

- Assistente departamento pessoal: Elianne Vianna

- Estagiários de assistente de produção: Márcia Chixarro de Faria, Mário Grisolli e Bia Werneck

- Estagiária de montagem: Lisiene Holmeister de Almeida

- Confecção figurino Circo no Céu: Todas Produções Artísticas

- Laboratório: Líder

- Mixagem: Álamo

- Técnico de mixagem: José Luiz Sasso

- Transcrições: Delart e Rob Filmes

- Ruídos: Antonio Cezar

- Efeitos de som: David Tygell

- Criação dos letreiros: Fernando Pimenta

- Trucagem: Truca Filmagens e Efeitos Especiais

- Duração: 95 min.

 

Público: 2 milhões e 400,0 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A.).

 

Curiosidades:

- O filme é baseado na obra Auto da Compadecida, escrita pelo autor paraíbano Ariano Suassuna no ano de 1955. Foi escrita em atos para ser encenada em teatro e a história desenvolvida a partir de alguns aspectos da múltipla realidade do Nordeste brasileiro: a injustiça social, a corrupção e os elementos populares daquela região sendo o cordel e a religiosidade alguns deles.

Alcançou grande fama entre o público através da minissérie televisiva de mesmo nome exibida pela TV Globo em 1999 (Depois sofreu cortes para virar filme em 2000) tendo os atores Matheus Nachtergaele e Selton Mello como protagonistas.

- Os Trapalhões interpretam nesta produção os seguintes personagens: João Grilo (Renato Aragão), Chicó (Dedé Santana), o frade e Emanuel/Jesus (Mussum) e o padeiro (Zacarias).

- Dentre os atores secundários do filme, já faleceram Luiz Armando Queiroz, Renato Consorte, Sandro Solviatti e Raul Cortez. Curiosamente, todos morreram vitimados por algum tipo de câncer.

- Na matéria da revista Época de 13 de dezembro de 1999, Renato Aragão confessou que gravou "Os Trapalhões no Auto da Compadecida" para agradar a crítica que tanto lhe atacou. Segundo ele, o filme foi um desastre, pois o público fugiu. Na minha opinião, a afirmação de Aragão foi exagerada e influenciada por números uma vez que ele considerou como "bom filme" aquele que possui grande bilheteria.

- Na mesma matéria, o diretor Roberto Farias revela que Ariano Suassuna ficou surpreso ao saber que Renato Aragão interpretaria João Grilo. Não vetou seu nome porque se fizesse isso entraria em choque com a sua opinião de defesa da cultura popular. Não é estranho a ninguém que Suassuna é um árduo defensor da cultura brasileira de "raízes" e "popular" e é contra o "moderno" e o "estrangeirismo" na mesma. As reações de "não rechaçar" e "ter ficado surpreso" revelaram um paradoxo ao autor paraíbano: que Os Trapalhões representavam ao mesmo tempo o moderno e o popular na cultura brasileira.

- Ao contrário do que muitos pensam, "Os Trapalhões no Auto da Compadecida" não foi a primeira adaptação para o cinema da obra de Ariano Suassuna. Em 1969, o diretor George Jonas rodou A Compadecida tendo no elenco Antônio Fagundes e a então desconhecida Regina Duarte.

- O nome de Claudia Gimenez aparece escrito com "G" aqui. O certo é que em vários meios seu nome aparece ora grafado com "J" e ora com "G". O mesmo acontece com os nome de Sandro Solviatti (Em alguns lugares surge como "Solviat") e o de Emanoel Cavalcanti (Em alguns lugares surge como "Emanuel").

- Esta passa desapercebida por muitos. Nos créditos finais há um desvio ortográfico na palavra cabeleireiro que é grafada no filme sem o primeiro "i". Segundo os linguistas, na língua portuguesa falada no Brasil é comum que muitas pessoas - de todas as escolaridades e classes sociais, diga-se de passagem - não pronunciem o primeiro "i" dessa palavra e, por esse motivo, tendem a escrevê-la assim.

 


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