Ali Babá e os 40 Ladrões

ALI BABÁ E OS 40 LADRÕES (1972)

 

Renato Aragão e Dedé Santana.

 

     

Atuações especiais: Nelson Rauen (como Beto), Elza de Castro (como Morgana), Neila Tavares (como Rosinha) e Kleber Drable (como Baltazar).

 

     

Atuações especiais: Luiz Delfino (como Ezequiel), Fernando José (como o padre), Elisa Fernandes (como Fátima) e Sérgio Cunha (como Tavinho).

 

     

Atuações especiais: Ângelo Antônio (como Ziel), Teresa Teller (como Sônia), Wilson Grey (como Chico) e Francisco Silva (como o delegado).

Sinopse: Ali Babá vive mansamente filando comida na casa do irmão Cassim e retirando cocos de propriedade alheia para vendê-los, sempre recebendo críticas dos outros. Até que um dia descobre uma caverna, que abre e fecha automaticamente com os dizeres Abre-te Sésamo! e Fecha-te Sésamo!, onde 40 contrabandistas escondem barras de ouro, cédulas falsas de dinheiro, televisores, cigarros e bebidas importadas.

Ficha técnica:

- Direção: Victor Lima.

- Produção: J.B. Produções Cinematográficas.

- Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Luiz Delfino, Elza de Castro, Neila Tavares, Kleber Drable, Elisa Fernandes, Teresa Teller, Francisco Silva, Wilson Grey, Ângelo Antônio, Fernando José, Mariel Mariscot, Zequinha, Quinzinho. Apresentando: Nelson Rauen e Sérgio Cunha. Com: Maria Cecilia, Viking, Wandick Wandré, Ivens Godinho e Pedro Junior.

- Diretor de fotografia: Antônio Gonçalves.

- Produtor executivo: Roberto Ribeiro.

- Música: Sérgio Dizner.

- Argumento: Victor Lima.

- Roteiro cinematográfico: Victor Lima.

- Assistente de direção: Neila Tavares.

- Diretor de produção: Antônio Cristiano.

- Assistente: Jaime Justo.

- Corte e Montagem: Victor Lima.

- Serviços de Laboratório: Rex Filmes S.A. - São Paulo.

- Sonorização: Somil-Som e Imagem - Rio de Janeiro.

- Assistente de câmera: Manoel Pereira.

- Maquilador: Paulo Carias.

- Processo de coloração de filme: Filmado em EASTMANCOLOR.

- Agradecemos ao Dr. Miguel Stábile e à Administração da Floresta da Tijuca.

- Produtores Associados: 'VE' Victor-Eboli Produções Cinematográficas Ltda.

- Duração: 97 min.

 

Público: 1 milhão e 121 mil espectadores*

(*Dados da Embrafilme S.A. até dezembro de 1973).

 

Curiosidades:

 

- Baseado no famoso conto de Ali Babá e os 40 ladrões. Ali Babá é um jovem lenhador árabe que descobre um tesouro de 40 ladrões quando cortava árvores. Assim como Simbad, o marujo, sua história é famosa por constar na obra As mil e uma noites.

Uma das primeiras produções cinematográficas sobre o personagem foi o filme mudo Ali Baba et les Quarante Voleurs lançado na França em 1902. Mas a mais conhecida talvez seja Ali Baba and the Forty Thieves, de 1944, com o ator Jon Hall interpretando Ali Babá.

Os Trapalhões, ao que tudo indica, foram os únicos no Brasil a adaptar em filme este conto.

- Terceiro filme da dupla Renato Aragão e Dedé Santana formando parte dos Trapalhões.

- Os Trapalhões interpretam neste filme os seguintes personagens: Ali Babá (Renato Aragão) e Cassim (Dedé Santana).

- Apesar do título "os 40 ladrões", percebe-se que neste longa dos Trapalhões o número de bandidos era infinitamente menor, não se aproximando sequer da quantidade presente no conto original.

Beto (Nelson Rauen) segurando uma cédula de 100 cruzeiros no filme,
e um exemplar da nota tal como era visto na época de sua circulação.

- As cédulas falsas dos contrabandistas se tratam da terceira versão do Cruzeiro, que vigorou de 1970 até 1986 quando foi substituída pelo Cruzado. Pertencem à primeira família da moeda sendo que ficaram marcadas pela tarja branca e os tamanhos diferentes conforme o valor aumentava.

Na ocasião, as que aparecem no filme são todas no valor de 100 cruzeiros em tom avermelhado contendo na frente a imagem do Marechal Floriano Peixoto e atrás o Congresso Nacional, em Brasília.

A nova edição da moeda trouxe uma novidade ao Brasil: a marca d'água, que estava presente na tarja branca. Era uma forma de evitar falsificações, embora no longa dos Trapalhões os contrabandistas tenham conseguido criar várias notas falsas.

Esta primeira família do Cruzeiro teve emissão até 1980 e circulação até 1984 quando perdeu valor para as da segunda (1979) e terceira família (1984).

Mariel Mariscot (no detalhe) e Elza de Castro em cenas de "Ali Babá e os 40 ladrões".
Os dois se conheceram e passaram a se envolver durante as gravações do filme
.

- Participação especial do policial Mariel Mariscot de Matos conhecido pela alcunha de o Homem de Ouro da Polícia, e famoso por integrar a Escuderia Le Cocq, e por ter prendido o bandido Lúcio Flávio. A prisão deste que foi um dos bandidos mais perigosos do Rio incentivou a criação de filmes como Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), de Hector Babenco, e Eu matei Lúcio Flávio (1979), de Antonio Calmon.

A vida glamourizada que levava na zona sul carioca o levou a se envolver com personalidades como as atrizes Rose di Primo, Darlene Glória, e com sua futura esposa, a também atriz Elza de Castro (Creditada em vários filmes com o nome Elsa de Castro) que conheceu durante as gravações deste filme dos Trapalhões. Ela teve papel importante em uma fuga espetacular do policial no então presídio da Ilha Grande. A atriz o esperava de carro na Avenida Brasil e os dois fugiram em direção ao Paraguai.

Mariel morreu em 1981, assassinado em uma emboscada em pleno Centro do Rio de Janeiro enquanto se dirigia a uma de reunião de bicheiros. Já Elza de Castro afastou-se totalmente da mídia em 1978 e passou a trabalhar como servidora pública federal na área da saúde em 1980. Os dois tiveram uma filha, mas o casamento só durou até 1973.

Nome de Mariel Mariscot nos créditos
do filme "Ali Babá e os 40 ladrões"
.

- O filme teve locações na Floresta da Tijuca (Cidade do Rio de Janeiro) e também, segundo dados da Cinemateca Brasileira, em Nova Iguaçu e Cabo Frio, ambas cidades do estado do Rio de Janeiro.

 

- Participação especial do ator gaúcho Ângelo Antônio Guerra Povoa. Além de ator era também cantor. Nascido na cidade de Santana do Livramento, em 1939, atuou em vários filmes do cinema nacional entre eles Na onda do iê-iê-iê (1966) - ao lado dos Trapalhões Renato Aragão e Dedé Santana -, Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva (1971), e Banana Mecânica (1974).

Mas ficou realmente conhecido do grande público por seu personagem Moby Dick na telenovela O Primeiro Amor (TV Globo, 1972). Também interpretou vários personagens no programa Os Trapalhões na TV Globo de 1977 até 1983, ano em que faleceu precocemente aos 44 anos de idade em decorrência de diabetes.

- A revista que Ali Babá (Renato Aragão) segura se chama Fatos e Fotos e traz na capa uma enorme foto da atriz Regina Duarte e uma matéria sobre o Esquadrão da Morte (O policial Mariel Mariscot, que atua como extra neste filme, era supostamente um membro deste grupo). A edição da revista era a de número 542 datada de junho de 1971.

Capa da revista "Fatos e Fotos" nº 542.

 

Os atores Zequinha e Quinzinho.

- Participação especial dos atores Zequinha (José Faria Manso) e Quinzinho (Joaquim Faria Manso), os anões do circo que eram irmãos na vida real. Os dois atuaram juntos em inúmeras produções, entre elas, Os três cangaceiros (1959) - ao lado de Ankito, Ronald Golias e Grande Otelo -, Garota Enxuta (1959) - ao lado também de Ankito e Grande Otelo - e Histórias que nossas babás não contavam (1979) como dois dos sete anões que espiam e bolinam Clara das Neves (Adele Fátima).

O ator Quinzinho também interpretou vários personagens no programa Os Trapalhões na TV Globo, e em filmes do quarteto como O Incrível Monstro Trapalhão (1980), além da telenovela Transas e Caretas (TV Globo, 1984) como o robozinho Alcides.

Zequinha faleceu em 1º de julho de 1979. Quinzinho faleceu posteriormente, mas não foi possível encontrar o ano.


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